Sistemas fixos de combate a incêndio: garanta a segurança do seu negócio

Sistema fixo de combate a incêndio

Sistema fixo de combate a incêndio por FM-200

Sistemas fixos de combate a incêndio são equipamentos essenciais para a segurança contra incêndio nas edificações comerciais e industriais.

Mas, por que investir num sistema desses? Quais as opções do mercado? Qual a melhor solução para o meu negócio? Por onde começar?

Os danos causados por um incêndio que se alastra sem um sistema de extinção precoce são um grave perigo.

Eles podem interromper as atividades por um longo tempo ou até resultar em perda de vidas com prejuízos irreparáveis para a empresa.

Você não quer correr esses riscos, certo? Então siga com a leitura e conheça mais sobre esses sistemas e como você pode se beneficiar com eles.

O que são os sistemas fixos de combate a incêndio

Sistemas fixos de combate a incêndio são equipamentos para extinção de incêndio que se encontram instalados em edificações industriais, comerciais e residenciais.

A principal função é garantir a segurança das pessoas e das instalações, pois oferecem recursos para ações rápidas, auxiliando na redução de danos que um incêndio pode causar.

São equipamentos fixos como mangotinhos, hidrantes, sprinklers até sistemas mais sofisticados que utilizam gases extintores no combate, como veremos a seguir.

Como funcionam os sistemas fixos de combate a incêndio

Cada sistema fixo de proteção contra incêndio tem uma operação específica de acordo com vários fatores como:

  • Tipo de detecção e alarme,
  • Tipo de agente extintor,
  • Dimensões dos ambientes,
  • Tipo de material a ser protegido.

Podem ser manuais ou automáticos e podem utilizar água, espuma ou agentes gasosos.

Nos tópicos a seguir, descubra o funcionamento dos diferentes tipos de sistemas fixos de combate a incêndio:

Sistema manual

Como o próprio nome indica, o alarme e liberação do agente extintor é feito manualmente, através do acionamento de uma botoeira. Portanto, seu disparo depende da ação humana.

Sistema automático 

Os detectores enviam aviso para a central que ativa o alarme e aciona o sistema de extinção de incêndio, tudo automaticamente.

Sistema com extinção por água 

São os hidrantes, mangotinhos, extintores a base d’água, redes de sprinklers. O agente extintor é a água, que não deve ser aplicada na presença de redes energizadas e jamais sobre gordura de cozinha em chamas.

Sistema com extinção por espuma

Ele age através da descarga de LGE (Líquido Gerador de Espuma).

A tubulação é conectada à rede de água que, em contato com o LGE, produz a espuma para combate ao incêndio.

Esse tipo de sistema é utilizado principalmente na indústria petroquímica, farmacêutica e operações de gases e óleos.

Sistema com extinção por agente gasoso

O mercado oferece várias opções de agentes gasosos para combate a incêndio,  tais como CO2, FM-200, Novec-1230 e Inergen.

Nesse tipo de sistema, a descarga do agente acontece por meio de bicos, inundando o ambiente e extinguindo as chamas por reação química, como você vai ver adiante.

10 tipos de sistemas fixos de combate a incêndio

É com base nas características da edificação e na atividade de produção desenvolvida no local que se elabora um projeto e se define qual o sistema ideal para proteção contra incêndios.

A avaliação da área a ser protegida e do risco de incêndio existente direciona essa definição.

A seguir, descubra 10 tipos de sistemas fixos de combate a incêndio:

1.    Sistema fixo de detecção e alarme

Os sistemas fixos de detecção e alarme não atuam diretamente no combate ao fogo. Mas são mecanismos essenciais para identificar e alertar um princípio de incêndio.

A detecção precoce e disparo do alarme possibilitam a ação da brigada de incêndio ou a chegada dos bombeiros.

Por isso, os detectores são dispositivos estrategicamente instalados na edificação. Sensíveis a variações de temperatura ou do ar, estão conectados a uma central de alarme.

O painel de controle da central de alarme mostra um sinal visual e emite um sinal sonoro, tão logo seja detectada fumaça, gases ou aquecimento numa área do edifício.

Isso permite uma rápida tomada de medidas para evacuação das pessoas e extinção do fogo em sua fase mais inicial.

Tipos de detectores

Há vários tipos de detectores que alertam princípios de incêndio:

  • Detector de fumaça:é acionado pela presença de fumaça e dispara um alarme já nos momentos iniciais do incêndio, antes mesmo da presença de chamas
  • Detector de chamas: indicado para ambientes como fábricas e laboratórios, onde há perigo de formação de chamas antes mesmo da fumaça. Ao detectar a presença de chamas, o detector fará o disparo do alarme
  • Detector de temperatura: verifica a temperatura do ar no ambiente e dispara o alarme caso haja uma rápida elevação no local
  • Detector de gases: o equipamento capta a presença no ambiente de vapor ou gases potencialmente inflamáveis, enviando o alarme para a central.

Tipos de sistema de detecção

O sistema fixo de detecção e alarme pode ser endereçável ou convencional.

O sistema convencional é indicado para edificações pequenas, pois oferece cobertura por setores, sem indicar o ponto exato do foco de incêndio.

Em caso de disparo do sistema, a central informa a ocorrência em um andar, por exemplo, mas não sendo possível saber a sala exata onde o incêndio se iniciou.

Já o sistema endereçável informa com precisão o local onde o incêndio acontece. Em caso de disparo, a central recebe o aviso e é capaz de identificar a localização exata do princípio de incêndio.  Exemplo: 3º andar, na sala de reuniões B.

2.    Hidrantes e mangotinhos

Os hidrantes são equipamentos de combate a incêndio instalados na parede, em local definido por projeto para fácil acesso e operação, de acordo com as características da edificação e com normas técnicas.

Eles são recomendados para conter um incêndio quando os extintores portáteis não são suficientes.

Os hidrantes são compostos por uma caixa de aço de cor vermelha (chamada de abrigo), onde se encontra a tubulação e válvula de abertura conectada a uma mangueira.

O sistema é abastecido por uma rede hidráulica pressurizada.

A mangueira, ou mangotinho, é armazenada em um carretel que permite sua extensão para fora com agilidade. Um esguicho regulável em sua ponta permite controlar a vazão da água. 

É necessário treinamento prático para utilização desse equipamento, pois a pressão da água na mangueira pode ser muito forte para o simples manuseio.

Por isso, são mais utilizados pelos próprios bombeiros ou brigadas de incêndio capacitadas em prédios residenciais, industriais ou comerciais.

3.    Sprinklers (chuveiros automáticos)

Sprinklers são sistemas de “mini chuveiros” que atuam no combate inicial de um incêndio, liberando água quando acionados. Os sprinklers se diferem pela sensibilidade maior ou menor ao calor.

Uma pequena ampola de vidro no seu interior contém um líquido termossensível que se expande com o aumento da temperatura.

Essa reação faz com que a ampola se rompa e ative o sistema, liberando água pressurizada através dos “chuveiros” da rede automaticamente.

Um bom projeto de proteção contra incêndio determina qual o tipo mais indicado de acordo com o ambiente e atividade desenvolvida: a quantidade de sprinklers, a distância entre eles e a sensibilidade necessária.

Tudo é determinado por projeto desenvolvido por profissionais especializados, de acordo com as normas de segurança estabelecidas.

4.    LGE (líquido gerador de espuma)

Os sistemas fixos de proteção contra incêndio com LGE são indicados para o combate ao fogo originado por combustíveis, óleo e gases. Por isso, são bastante utilizados na indústria.

O uso de líquidos inflamáveis no processo produtivo (solventes e hidrocarbonetos) torna o risco de incêndio potencialmente alto. Daí a importância da presença de um sistema de combate com LGE.

No disparo do sistema, um composto concentrado de detergente líquido é misturado com água (pura, salobra ou água do mar), formando uma espuma que, além de resfriar, também age por abafamento, apagando as chamas.

Ao criar uma barreira de proteção, o LGE também evita que os gases em combustão se expandam pelo ambiente.

A concentração do líquido detergente varia de 1, 3 a 6% e é definida conforme a classe do incêndio (classe A, B, solventes ou hidrocarbonetos).

Vale lembrar que o LGE é um produto biodegradável e não apresenta toxicidade.

5.    CO² (dióxido de carbono)

O sistema fixo de proteção contra incêndio por CO² age pelo resfriamento e supressão de oxigênio.

Armazenado em cilindros sempre fixados distantes do local de risco, o sistema libera CO² através de bicos difusores posicionados sobre a área a ser protegida.

Uma central monitora a temperatura da área. Quando o dispositivo detecta uma elevação na temperatura, a central realiza as seguintes operações, automaticamente:

  • Corte do suprimento de gás
  • Corte da energia elétrica
  • Fechamento do sistema de exaustão.

Na sequência, o CO² é liberado, inundando o espaço, causando resfriamento e extinguindo o fogo.

Incolor e inodoro, o CO² não causa dano às superfícies, utensílios e equipamentos e oferece ótima relação custo x benefício.

Diferentemente do FM-200, o sistema de combate por CO² não é indicado para ambientes com a presença de pessoas, pois pode causar asfixia.

O sistema é utilizado na proteção a incêndios em plataformas de petróleo, em salas com geradores, em depósitos que armazenam produtos inflamáveis, em diversas áreas industriais bem como em dutos de coifas industriais e comerciais.

6.    FM 200

O sistema de supressão com gás FM-200 ou HFC-227ea é um composto químico de heptafluoropropano: um agente gasoso de ação rápida, composto de carbono, fluor e hidrogênio.

Ele atua na reação química do fogo e permite uma rápida extinção das chamas.

O FM-200 é conhecido como um agente limpo pois não deixa resíduos. Incolor e inodoro, não tóxico, ele não agride o meio ambiente e em determinada concentração pode ser utilizado em áreas com a presença humana.

É indicado para proteção contra incêndio em espaços que abrigam acervos sensíveis à água como equipamentos eletrônicos, data centers, CPDs e bibliotecas.

7.    Novec 1230

O sistema de proteção contra incêndio com fluído Novec 1230, a exemplo do FM-200, também pode ser descarregado em ambientes com a presença de pessoas e não afeta a integridade de arquivos, mídias e equipamentos.

O sistema de proteção com Novec 1230 é composto de cilindro, tubulações, válvulas e bicos de descarga.

Na ocorrência de um incêndio, a detecção dispara a descarga do produto, que acontece em, no máximo, 10 segundos. O fluido age na reação em cadeia do fogo e impede a reignição.

É o agente ideal para instalações onde a continuidade da operação e a segurança de acervos é vital, como Data Centers, CPDs, salas de controle e museus.

 A aplicação do Novec 1230 permite a rápida retomada das operações, já que não demanda um longo período para limpeza e recuperação do espaço.

8.    Inergen

O sistema fixo de proteção contra incêndio com Inergen também é um agente limpo, pois não causa danos a equipamentos e instalações e não apresenta risco tóxico para as pessoas.

O Inergen é um composto com concentração de 52% de Nitrogênio, 40% de Argônio e 6% de Dióxido de Carbono.

O fenômeno da combustão só ocorre se o nível de oxigênio do ambiente estiver acima de 15%.

Em um sistema com gás Inergen, o fogo é extinto pela redução do nível de oxigênio a um nível de 12,5% e elevação do CO², criando uma atmosfera que permite a permanência de pessoas sem prejuízo a sua saúde.

Sistemas fixos de proteção com Inergen são indicados para segurança contra incêndio em museus, bibliotecas, arquivos de fitas, salas de Controle, CPDs e demais ambientes onde a aplicação de água para extinção de chamas resultaria na perda de itens com alto valor para a continuidade do negócio ou de inestimável valor cultural e histórico.

9.    Água Nebulizada (Water Spray)

O sistema fixo de proteção contra incêndio com água nebulizada consiste numa tubulação galvanizada conectada a uma “válvula dilúvio”.

Quando o sistema é acionado após a detecção e alarme de incêndio, a válvula libera a entrada de água na tubulação e aciona os bicos spray.

Esses bicos fazem a aspersão de água pressurizada em forma de névoa que age por resfriamento, apagando as chamas.

Isso demanda um volume muito menor de água – até 90% menos do que um sistema de sprinklers tradicional.

O combate a incêndio com sistema de água nebulizada é normalmente utilizado em hospitais, túneis, estações de metrô, indústria naval e plataformas.

10.   R-102

É um sistema fixo de proteção contra incêndio amplamente utilizado para proteção de coifas e dutos em cozinhas industriais e comerciais: restaurantes, fast food, shopping centers e praças de alimentação.

O acúmulo de gordura nos dutos e coifas tem um grande potencial de ignição ao atingir altas temperaturas.

O sistema de R-102 faz a nebulização do agente extintor sobre os equipamentos, filtros e dutos. O produto reage com a gordura quente, formando uma camada de espuma, processo que chamamos de saponificação.

A espuma extingue o fogo por abafamento e ainda impede a emissão de vapores inflamáveis.

A central do sistema é composta por uma caixa em aço inoxidável que abriga:

  • -Um reservatório com o agente extintor
  • Mecanismo de disparo
  • Cilindro com substância propulsora.

Essa central está interligada a tubulações de distribuição que, uma vez acionadas, descarregam o agente extintor por meio de bicos nebulizadores direcionados sobre o equipamento a ser protegido.

Como instalar um sistema fixo de combate a incêndio

Você vai precisar de uma empresa especializada em sistemas fixos de combate a incêndio. Além da experiência e certificações para desenvolver um projeto, uma empresa especializada estará capacitada a fornecer a documentação exigida para executar o projeto:

         Projeto

É desenvolvido o projeto e definido o sistema fixo de proteção contra incêndio mais adequado para o espaço.

O projeto considera as características da edificação, a atividade exercida e o tipo de material utilizado na operação ou armazenado. A rede é dimensionada, e cada componente tem sua quantidade e posição definidas dentro das normas técnicas e de segurança vigentes.

         Documentação

 Os documentos necessários são a ART e o memorial de cálculo:

ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)

Um documento legal que aponta um profissional responsável técnico pelo projeto e pela implementação do sistema.

Deve ser emitida e registrada por engenheiro ou arquiteto no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), respectivamente.

Memorial de cálculo

Documento que traz o detalhamento dos cálculos realizados no projeto (dimensão e componentes do sistema).

Como manter o sistema seguro com manutenção

A manutenção preventiva deve acontecer periodicamente, atendendo as especificações de cada sistema. Isso garante uma maior segurança para operação do sistema na ocorrência de um incêndio.

A manutenção preventiva verifica e testa todos os componentes do sistema como, por exemplo:

  • Reservatórios devem conter os níveis seguros do agente extintor
  • Detectores, alarmes, hidrantes, bombas, válvulas e chuveiros devem estar funcionando plenamente
  • Condições gerais de todos os equipamentos e outros itens.

Organize-se! Estabeleça uma agenda de manutenções programadas com antecedência, de acordo com a periodicidade recomendada.

Isso impede que você esqueça e deixe passar um procedimento vital para a eficácia do seu sistema. A manutenção preventiva dá maior garantia de que tudo funcionará perfeitamente na hora que precisar.

Por que investir num sistema fixo de combate a incêndio

A possibilidade de um incêndio pode ser maior ou menor, dependendo do local, equipamentos e produtos manipulados e da operação realizada. Mas ela sempre existe.

Um incêndio pode colocar em risco a vida das pessoas e a continuidade do negócio e, até mesmo, interrompê-lo definitivamente.

A presença de um sistema fixo de proteção contra incêndio adequado e com as manutenções em dia confere maior segurança para o processo operacional, protege a edificação, seus equipamentos, acervos e, sobretudo, as pessoas.

Ficou com alguma dúvida? Quer saber mais sobre algum sistema? Fale com a gente!

A Servex tem larga experiência e certificação em sistemas fixos de proteção contra incêndio e profissionais com experiência para orientar e oferecer a melhor solução para o seu negócio.

Além disso, realiza manutenção de sistemas, tendo sido instalados por ela ou não.

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